Grupos de família: os maiores disseminadores de fake news

“Atenção! O WhatsApp será cancelado a partir do dia 24 de fevereiro, pois foi vendido para o Facebook. Para que seu aplicativo não seja extinguido, envie essa mensagem para 20 contatos”.

Quem nunca abriu seu aplicativo de mensagens instantâneas e se deparou com uma corrente como essa? Ou até mesmo com uma denúncia inédita de uma enfermeira que estava espalhando o vírus da Aids a partir de testes de glicose?

Você pode odiá-las ou tentar ao máximo fugir delas, mas as fake news estão entre um dos conteúdos mais disseminados no meio online, principalmente nos aplicativos de conversação, como o WhatsApp e Messenger. Mas agora, você pode utilizá-las como motivo para sair do tão odiado, e notificado, grupo de família.

Isso porque, devido ao resultado de uma recente pesquisa realizada pelo Monitor de Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP), os grupos de família foram apontados como os principais propagadores de notícias e conteúdos falsos no WhatsApp.
O estudo

Para chegar a esse resultado, mais de duas mil pessoas responderam a um questionário online a respeito da vereadora Marielle Franco, após seu assassinato, no dia 14 de março. Entre elas, 1.145 revelaram que receberam diversificadas mensagens de texto falsas sobre a política. Desde ser ex-mulher de um traficante de drogas até ter engravidado do mesmo. Além dos textos, uma suposta foto de ambos também foi apontada como um dos inautênticos conteúdos circulados pelo WhatsApp.

De acordo com a pesquisa, essas notícias começaram a ser espalhadas pelo WhatsApp na mesma noite do crime e apenas no dia seguinte, elas chegaram ao Twitter e Facebook. Das 916 pessoas que receberam tais informações errôneas, 51% delas afirmaram que vieram de grupos compostos apenas por familiares. No final, essa análise conseguiu apenas identificar os padrões de distribuição das fake news e não sua origem.

Com mais de um bilhão de usuários pelo mundo, o WhatsApp é visto por analistas de segurança como a principal plataforma de propagação de malware no Brasil, isto porque, é um aplicativo de mensagens privadas, o que impossibilita a identificação e avaliação do alcance de boatos. Inclusive, o Brasil é o país com maior número de grupos ativos no WhatsApp.

Diniz Fiori

Diniz Fiori, Consultor de marketing, com especialização em marketing digital. Mestre em Administração. Coordenador da pós graduação de comunicação em mídias digitais da faculdade Estácio , possui MBA em Marketing e especialização em Administração estratégica. Diretor regional da ABComm- Associação Brasileira de Comércio eletrônico. Apresenta semanalmente a coluna sobre marketing e tecnologia na Rede Mercosul News, Record News-PR.

Website: http://www.digideias.com.br

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